O governo da Líbia libertou nesta segunda-feira os quatro jornalistas do jornal americano "The New York Times" detidos há seis dias, quando cobriam os conflitos entre as tropas do ditador Muammar Gaddafi e os rebeldes de oposição.
A informação foi confirmada pelo próprio jornal, que afirma que os jornalistas estão soba custódia da Embaixada da Turquia no país.
O jornal diz que eles, como vários jornalistas ocidentais, entraram na região controlada pelos rebeldes na Líbia pela fronteira com o Egito e sem visto. Eles foram detidos pelas forças de Gaddafi em Ajdabiya, próximo ao reduto rebelde de Benghazi.
Os jornalistas entraram em contato pela última vez com seus editores na terça-feira (15).
Os jornalistas desaparecidos são o duas vezes premiado com o Pulitzer, Anthony Shadid; Stephen Farrell, videorrepórter que foi raptado pela milícia Taleban em 2009, no Afeganistão (e que posteriormente fora resgatado pelas tropas britânicas no país); além de dois fotógrafos, Tyler Hicks e Lynsey Addario, ambos com larga experiência na cobertura de Oriente Médio e África.
BRASIL
O repórter brasileiro Andrei Netto, correspondente de "O Estado de S. Paulo", passou uma semana desaparecido na Líbia, país que deixou no último dia 11, após intensas negociações por sua libertação.
O jornal havia perdido contato com o repórter quando ele foi ao oeste do país cobrir os conflitos.
Netto viajava com Abdul-Ahad, repórter de cidadania iraquiana do "Guardian". O repórter --que trabalha no jornal britânico desde 2004 e já foi enviado ao Iraque e ao Afeganistão-- não entrava em contato com o jornal desde domingo retrasado, mas foi libertado na quarta-feira passada (16).
Os dois jornalistas estavam nos arredores de Zawiyah, uma cidade controlada por rebeldes a aproximadamente 50 quilômetros a oeste da capital Trípoli e local de violentos confrontos nos últimos dias entre insurgentes e forças leais a Muammar Gaddafi.
A BBC também informou que uma de suas equipes foi detida pelas forças de segurança da Líbia, agredida e sujeita a uma falsa execução depois que seus membros foram detidos em um posto de controle no caminho à Zawiya.
Os três integrantes da equipe foram acusados de espionagem e suas vidas foram ameaçadas durante 21 horas enquanto eram mantidos por soldados e a polícia secreta leais ao líder líbio, segundo o jornal.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pressionado por oposição, premiê do governo interino do Egito renuncia
O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, renunciou nesta quinta-feira (3), depois de sofrer pressão de ativistas pró-democracia, que exigiam o expurgo da "velha guarda" do ex-presidente Hosni
O Conselho Militar que governa o país interinamente desde a queda do ditador Mubarak informou em um comunicado, colocado em sua página no Facebook, ter aceitado o pedido de demissão de Shafiq e designado um ex-ministro dos Transportes, Essam Sharaf, para o cargo de primeiro-ministro.
Ahmed Shafiq, o ex-primeiro-ministro
egípcio (Foto: Reprodução / MSNBC)Mubarak havia nomeado Shafiq para o cargo de premiê dias antes de renunciar, em 11 de fevereiro, depois de 18 dias de manifestações populares contra seu governo, as quais tiveram repercussão em todo o Oriente Médio.
A Irmandade Muçulmana e outros grupos políticos estavam pedindo a saída de Shafiq e de seu gabinete, já que postos-chave como os de ministro da Justiça, Defesa e Relações Exteriores eram ocupados por pessoas nomeadas por Mubarak.
Sharaf foi ministro dos Transportes de 2004 a 2006, mas depois voltou a ser professor na Universidade do Cairo. Ele agora tem a incumbência de formar novo gabinete de governo.
egípcio (Foto: Reprodução / MSNBC)
A Irmandade Muçulmana e outros grupos políticos estavam pedindo a saída de Shafiq e de seu gabinete, já que postos-chave como os de ministro da Justiça, Defesa e Relações Exteriores eram ocupados por pessoas nomeadas por Mubarak.
Sharaf foi ministro dos Transportes de 2004 a 2006, mas depois voltou a ser professor na Universidade do Cairo. Ele agora tem a incumbência de formar novo gabinete de governo.
ElBaradei afirma que vai se candidatar a presidente do Egito
Oposicionista teve participação nos protestos que derrubaram Mubarak.
Ele já vinha dizendo que quer concorrer à Presidência do país em transição.
Do G1, com agências internacionai
O oposicionista Mohamed ElBaradei afirmou nesta quarta-feira (9) que pretende se candidatar à Presidência do Egito.
A declaração foi feita em entrevista à TV local ONTV
"Quando começarem as inscrições, pretendo me inscrever", disse o diplomata, que teve participação nos protestos que culminaram com a renúncia do ditador Hosni Mubarak.
O ativista e Prêmio Nobel da Paz já vinha dizendo que poderia se candidatar às eleições, que estão sendo preparadas pela Junta Militar que governa o país provisoriamente desde a queda de Mubarak.
ElBaradei, de 68 anos, afirmou que votará contra as emendas constitucionais no referendo de 19 de março, acrescentando que deve ser criada uma nova Constituição.
"Não votarei por essas emendas constitucionais, votarei contra as emendas", afirmou.
"A Constituição atual caiu. Seria um insulto à revolução se decidirmos recuperar essa Constituição", disse ele, defendendo "uma nova Constituição, uma eleição presidencial e, então, uma eleição parlamentar".
ElBaradei, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2005, pediu ao Conselho Supremo das Forças Armadas que adiasse ou cancelasse o referendo.
'Estamos indo na direção oposta', disse.
O opositor Mohamed ElBaradei dá entrevista em 4 de fevereiro no Cairo (Foto: AP)
A declaração foi feita em entrevista à TV local ONTV
"Quando começarem as inscrições, pretendo me inscrever", disse o diplomata, que teve participação nos protestos que culminaram com a renúncia do ditador Hosni Mubarak.
O ativista e Prêmio Nobel da Paz já vinha dizendo que poderia se candidatar às eleições, que estão sendo preparadas pela Junta Militar que governa o país provisoriamente desde a queda de Mubarak.
ElBaradei, de 68 anos, afirmou que votará contra as emendas constitucionais no referendo de 19 de março, acrescentando que deve ser criada uma nova Constituição.
"Não votarei por essas emendas constitucionais, votarei contra as emendas", afirmou.
"A Constituição atual caiu. Seria um insulto à revolução se decidirmos recuperar essa Constituição", disse ele, defendendo "uma nova Constituição, uma eleição presidencial e, então, uma eleição parlamentar".
ElBaradei, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2005, pediu ao Conselho Supremo das Forças Armadas que adiasse ou cancelasse o referendo.
'Estamos indo na direção oposta', disse.
Praça Tahrir do Cairo tem confrontos
Egípcios armados com facas e pedaços de pau atacaram nesta quarta-feira (9) centenas de ativistas pró-democracia na praça Tahrir, no centro do Cairo, informou a TV estatal.
A emissora exibiu imagens dos confrontos registrados nesta praça que foi o epicentro dos protestos que levaram à queda do presidente Hosni Mubarak em fevereiro.
Os confrontos ocorreram durante reunião do novo gabinete de governo com o Conselho Supremo das Forças Armadas para estudar uma lei que incriminaria a incitação ao ódio e que pode levar à pena de morte, informou a TV estatal.
Os militares tentam manter o controle em vários fronts, depois que 10 pessoas morreram e pelo menos 110 ficaram feridas durante violentos confrontos religiosos no Cairo.
Os confrontos aconteceram na noite de terça-feira, quando os cristãos protestavam contra o incêndio de uma igreja ao sul da capital egípcia..
Incêndio em rua do Cairo após confronto entre muçulmanos e cristãos coptas na noite desta terça-feira (8) (Foto: AP)Os manifestantes foram atacados por salafistas armados, que também abriram fogo contra as casas dos cristãos.
Os coptas (cristãos do Egito) protestavam por causa da violência de que a comunidade foi vítima e que acabou com um incêndio que destruiu grande parte da igreja de Al Shahidaine, situada em Soul, sul do Cairo.
Mais de mil cristãos se reuniram na terça-feira no centro de Cairo enquanto que outros bloquearam uma rodovia para protestar contra esta violência confessional.
Os coptas representam 6 a 10% da população do país, e se dizem vítimas de discriminação e perseguição.
A emissora exibiu imagens dos confrontos registrados nesta praça que foi o epicentro dos protestos que levaram à queda do presidente Hosni Mubarak em fevereiro.
Os confrontos ocorreram durante reunião do novo gabinete de governo com o Conselho Supremo das Forças Armadas para estudar uma lei que incriminaria a incitação ao ódio e que pode levar à pena de morte, informou a TV estatal.
Os militares tentam manter o controle em vários fronts, depois que 10 pessoas morreram e pelo menos 110 ficaram feridas durante violentos confrontos religiosos no Cairo.
Os confrontos aconteceram na noite de terça-feira, quando os cristãos protestavam contra o incêndio de uma igreja ao sul da capital egípcia..
Os coptas (cristãos do Egito) protestavam por causa da violência de que a comunidade foi vítima e que acabou com um incêndio que destruiu grande parte da igreja de Al Shahidaine, situada em Soul, sul do Cairo.
Mais de mil cristãos se reuniram na terça-feira no centro de Cairo enquanto que outros bloquearam uma rodovia para protestar contra esta violência confessional.
Os coptas representam 6 a 10% da população do país, e se dizem vítimas de discriminação e perseguição.
Egito vai suspender proibição a partidos após referendo, diz agência
A proibição à formação de partidos políticos no Egito será suspensa "imediatamente" após o referendo sobre a reforma constitucional previsto para 19 de março, anunciou neste sábado (12) um chefe militar citado pela agência estatal Mena.
"A lei sobre os partidos será modificada imediatamente após a celebração do referendo sobre as emendas constitucionais, de forma que permitirá a criação de partidos políticos com uma simples notificação", acrescentou o encarregado militar.Esta medida levantará a proibição vigente que afeta todos os partidos políticos, em particular o movimento ilegal da Irmandade Muçulmana, em um país dominado por mais de três décadas pelo Partido Nacional Democrático (PND), do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto pelo levante popular de 11 de fevereiro.
Na época do regime de Mubarak, os pedidos de formação de um partido político eram submetidos a um comitê especial presidido pelo secretário-geral do PND, que em muito poucas ocasiões aprovava as solicitações.
A Irmandade Muçulmana havia antecipado que formaria um partido político após a queda do regime de Mubarak, que tolerava este poderoso movimento, apesar de ser oficialmente considerado ilegal.
"A lei sobre os partidos será modificada imediatamente após a celebração do referendo sobre as emendas constitucionais, de forma que permitirá a criação de partidos políticos com uma simples notificação", acrescentou o encarregado militar.Esta medida levantará a proibição vigente que afeta todos os partidos políticos, em particular o movimento ilegal da Irmandade Muçulmana, em um país dominado por mais de três décadas pelo Partido Nacional Democrático (PND), do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto pelo levante popular de 11 de fevereiro.
Na época do regime de Mubarak, os pedidos de formação de um partido político eram submetidos a um comitê especial presidido pelo secretário-geral do PND, que em muito poucas ocasiões aprovava as solicitações.
A Irmandade Muçulmana havia antecipado que formaria um partido político após a queda do regime de Mubarak, que tolerava este poderoso movimento, apesar de ser oficialmente considerado ilegal.
Entenda a crise no Egito
Inspirada na Tunísia, população vai às ruas exigir o fim do regime de Hosni Mubarak
Após uma onda de protestos que acontecem desde terça-feira (25) no Egito e que já deixaram ao menos 38 mortos, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, nomeou neste sábado (29) seu primeiro vice-presidente, nos 30 anos em que já dirige o país. O vice é Omar Suleiman, chefe dos serviços dAlém do vice-presidente, o país agora tem um novo primeiro-ministro, Ahmed Shafiq - antigo ministro da Aviação. Shafiq foi nomeado depois de Mubarak ter, na sexta-feira (28), demitido todo o gabinete de ministros do país, incluindo o primeiro-ministro anterior, Ahmad Fuad Mohieddin.
As alterações no governo egípcio são manobras de Mubarak para não deixar o cargo, apesar da crise política em que o país se encontra. Os manifestantes que foram às ruas da capital, Cairo, e de outras cidades do país, exigem a saída dele do poder.
Mubarak, como presidente, é o chefe de Estado do Egito, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. O primeiro-ministro e o gabinete de ministros são indicados pelo presidente - que pode desfazer esse gabinete e convocar novos membros.
A mudança no governo tirou de cena o filho de Mubarak, Gamal Mubarak, tido como potencial sucessor na Presidência do Egito – ele ainda deixou o Partido Nacional Democrata (do governo) e isso foi entendido como sinal de que ele não irá disputar o cargo.
Desafio ao toque de recolher
O governo tenta conter os protestos através de medidas como toques de recolher e bloqueio de telefonia e da internet. O toque de recolher foi decretado na sexta-feira (28) e vai das 16h (11h em Brasília) às 8h (3h em Brasília). As Forças Armadas já pediram à população egípcia que evite participar de manifestações públicas e respeite o toque. Parte da telefonia celular no país vai sendo gradualmente restaurada, mas a internet ainda está bloqueada.
Mesmo assim, milhares de egípcios ocupam em massa à praça central de Tahrir, no Cairo, epicentro dos protestos nos últimos dias. O centro da capital é patrulhado por tropas do Exército, enquanto a polícia vigia outros pontos da cidade.
Medida insuficiente
As tentativas de Mubarak para pacificar o país com as alterações feitas no governo, no entanto, não bastam, segundo as lideranças da oposição. O porta-voz do grupo Irmandade Muçulmana, Walid Shalabi, por exemplo, já declarou que espera um “governo que tenha interesse em lançar as liberdades públicas, que resolva o problema do desemprego e que não trabalhe em benefício de um só grupo”.
O líder opositor e prêmio Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, afirmou, por sua vez, em entrevista à rede France 24, que Mubarak “deve ir embora” e que os protestos “irão continuar com ainda mais intensidade até que o regime de Mubarak caia”.
ElBaradei tem apoio das classes mais altas e intelectualizadas e já anunciou sua disposição em assumir um eventual governo provisório, caso Mubarak seja derrubado. Já a Irmandade Muçulmana é um grupo fundamentalista islâmico, ligado ao Hamas palestino, foi posto na clandestinidade por Mubarak, sob pressão do Ocidente e defende a adoção de leis religiosas no Egito, baseadas na sharia (código islâmico, baseado no Corão).
Segurança não pode conter a revolução, diz político
Mostapha al Fekki, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia, também membro do Partido Nacional Democrata no poder, pediu ontem a Mubarak que faça "reformas sem precedentes" para evitar uma revolução no Egito.
- Em nenhuma parte do mundo a segurança é capaz de pôr fim à revolução. O presidente é a única pessoa que pode pôr fim a esses acontecimentos.
Mubarak nunca, em sua administração, enfrentou tamanha onda de protestos. Os egípcios pedem sua saída e a implantação de uma democracia real, sem eleições fraudulentas, uma acusação que pesa sobre o governante egípcio.
Em novembro deste ano, o país deve passar por eleições presidenciais e Mubarak é um possível candidato. Outro nome cogitado é o de seu filho, Gamal.
Apoio
Mubarak já recebeu apoio do rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, que condenou os “intrusos” que "bagunçam" a segurança e a estabilidade do Egito em nome da liberdade de expressão".
Também manifestou apoio a Mubarak o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas. Em um comunicado divulgado por seu gabinete, Abbas declarou “solidariedade ao Egito e compromisso com a segurança e a estabilidade”. Além disso, o presidente da Autoridade Palestina “expressou seu desejo de que Deus abençoe o Egito e seu povo, que sempre se mantiveram ao lado do povo palestino”.
Aliado ocidental
Mesmo sendo um regime autoritário, o Egito é um dos principais aliados dos Estados Unidos e da Europa no mundo árabe. O principal temor do Ocidente é que a Irmandade Muçulmana possa assumir o governo do país.
Além da Jordânia, o Egito é o único país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Qualquer mudança brusca no regime de Mubarak pode tornar mais tensa a política já inflamada da região.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Senadores querem sistema de prevenção a desastres naturais no Brasil
Parlamentares se solidarizaram com o povo japonês, devido ao terremoto que atingiu o país na última sexta-feira (11), e pediram providências para que o Brasil tenha um sistema mais eficiente de prevenção para enfrentar desastres naturais.
Um requerimento do senador Jorge Viana (PT-AC), que deve ser votado pelo Senado, prevê a criação de uma comissão para discutir alterações no sistema de defesa civil brasileiro.
No documento o senador comparou a realidade brasileira com a de outros países. Segundo ele, a resposta brasileira em situações de desastres é descoordenada e depende muito da capacidade de auto-organização da sociedade.
O senador apresentou o pedido depois da tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro e matou centenas de pessoas. Nos últimos dias as fortes chuvas atingiram também municípios do Rio Grande do Sul, como lembrou a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS). Em pronunciamento no plenário do Senado, ela se solidarizou com o povo japonês e disse que a tragédia deve servir como uma lição para o Brasil.
"Para que a gente tenha como o Japão tem, uma prevenção bastante profissional, bastante técnica para evitar que as calamidades continuem matando milhares e milhares de pessoas ao redor do mundo", disse.
O senador Marcelo Crivela (PRB-RJ) também fez um apelo para que no Brasil tragédias como essas possam ser minimizadas.
"Esse é o nosso dilema. Nós vivemos num país onde os rios transbordam, onde temos enchentes no verão, onde as nossas encostas desabam, sobretudo as mais arenosas. Isso ocorre já há tanto tempo e nós não nos prevenimos porque desenvolvemos ao longo do tempo essa capacidade pública de esquecer as nossas tragédias", declarou
Um requerimento do senador Jorge Viana (PT-AC), que deve ser votado pelo Senado, prevê a criação de uma comissão para discutir alterações no sistema de defesa civil brasileiro.
No documento o senador comparou a realidade brasileira com a de outros países. Segundo ele, a resposta brasileira em situações de desastres é descoordenada e depende muito da capacidade de auto-organização da sociedade.
O senador apresentou o pedido depois da tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro e matou centenas de pessoas. Nos últimos dias as fortes chuvas atingiram também municípios do Rio Grande do Sul, como lembrou a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS). Em pronunciamento no plenário do Senado, ela se solidarizou com o povo japonês e disse que a tragédia deve servir como uma lição para o Brasil.
"Para que a gente tenha como o Japão tem, uma prevenção bastante profissional, bastante técnica para evitar que as calamidades continuem matando milhares e milhares de pessoas ao redor do mundo", disse.
O senador Marcelo Crivela (PRB-RJ) também fez um apelo para que no Brasil tragédias como essas possam ser minimizadas.
"Esse é o nosso dilema. Nós vivemos num país onde os rios transbordam, onde temos enchentes no verão, onde as nossas encostas desabam, sobretudo as mais arenosas. Isso ocorre já há tanto tempo e nós não nos prevenimos porque desenvolvemos ao longo do tempo essa capacidade pública de esquecer as nossas tragédias", declarou
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