O governo japonês disse que a situação no reator 2 do complexo ainda é instável. Mais cedo, as varetas de combustível deste reator passaram 140 minutos completamente expostas, informou a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., que participará do comitê de crise.
A operadora conseguiu elevar novamente o nível da água, utilizada para resfriar o combustível nuclear, até metade da altura das varetas. Mas o secretário-geral do gabinete japonês, Yukio Edano, disse ser "muito provável que isto [o derretimento das varetas] esteja acontecendo".
O derretimento do combustível nuclear acontece quando esse deixa a camada mais interna do reator e poderia levar a um grave vazamento de material radioativo.
Naoto disse aos repórteres nesta terça-feira (noite de segunda-feira em Brasília) que ele liderará pessoalmente as operações no quartel-general do comitê de crise, que ficará no principal escritório da Tokyo Electric Power Co.
A exposição das varetas ocorreu quando o sistema de liberação de vapor foi fechado por alguma razão desconhecida. A Tokyo Electric Power Co. disse que tentará abrir o sistema para liberar o vapor quente e facilitar o resfriamento do combustível.
Os trabalhadores chegaram a cobrir o sistema novamente de água, mas uma súbita elevação da pressão e consequente aumento da temperatura causou uma nova exposição total das varetas.
Segundo o governo, cerca de 200 mil pessoas foram retiradas de um raio de 20 km do complexo de Fukushima desde sexta-feira (12).
Depois da nova explosão no reator 3 nesta segunda-feira, as autoridades ordenaram que ao menos 500 moradores ficassem dentro de casa, para evitar contágio com qualquer nuvem de radiação.
Segundo a Cruz Vermelha do Japão, o número de deslocados chega a 530 mil em todo o país. Eles estão em 2.500 centros de desabrigados, como escolas e ginásios. Outras 24 mil pessoas ainda estão completamente isoladas e inalcançáveis.
SOLDADOS
Ao menos 17 soldados americanos que participaram de missões de resgate no Japão foram submetidos a um processo de descontaminação depois de serem afetados pelo vazamento de radiação em Fukushima, informa o jornal "El Pais".
Os militares voavam em três helicópteros, a cerca de cem quilômetros da usina, quando os detectores a bordo reconheceram a mudança na radiação.
A análise mostrou níveis baixos de radiação nos militares, mas o Pentágono ordenou de qualquer forma o reposicionamento de Sétima Frota, cuja sede fica em Yokosuka e a qual pertence o porta-aviões USS Reagan.
Os militares, segundo o jornal, estão bem e foram submetidos apenas a um banho comum. Eles foram contaminados ao atravessar uma nuvem de gás radioativo produzido pela usina.
O porta-voz da Frota, comandante Jeff Davis, disse que os militares continuam comprometidos com a missão de ajuda.
VÍTIMAS
O mais recente saldo de vítimas divulgado pela polícia indica que 1.897 morreram em consequência do terremoto e do tsunami. Mais de 2.000 estão feridas e outras 3.000 estão desaparecidas.
O número de mortos, porém, ainda deve aumentar e as autoridades estimam que a cifra final deve superar os 10 mil. Somente em duas áreas da província de Miyagi foram encontrados 2 mil corpos ainda não contabilizados no balanço oficial. Há cidades em que milhares estão desaparecidos.
Segundo a agência de notícias Kyodo, cerca de mil corpos foram encontrados em Miyagi, além de outros 200 ou 300 corpos que as equipes tentam resgatar em Sendai, local mais atingido pelo tremor e pelas ondas gigantes.
Em Miyagi, o governo não conseguiu contatar cerca de 10 mil pessoas --mais da metade da população local. O destino de dezenas de milhares de pessoas, incluindo cerca de 8.000 moradores da cidade de Otsuchi, ainda é desconhecido, segundo a Kyodo
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Sacos plásticos causa menos danos que ecobags,diz relatório
Uma pesquisa inédita do governo britânico indica que sacolas de plástico, odiadas por ambientalistas e rejeitadas por consumidores, podem não ser vilãs ecológicas.
Um relatório da Agência do Meio Ambiente britânica, obtido pelo jornal britânico "The Independent" no último domingo (27), descobriu que PEAD (polietileno de alta densidade) utilizado nas sacolas causa menos impacto ambiental do que as matérias-primas das ecobags. Os sacos de polietileno são, a cada utilização, quase 200 vezes menos prejudiciais ao clima do que as sacolas de algodão. Além disso, emitem um terço do CO§2§ em comparação às sacolas de papel oferecidas pelos varejistas.
Os resultados do relatório indicam que, para equilibrar o pequeno impacto de cada saquinho, os consumidores teriam que usar a mesma sacola de algodão em todos os dias úteis do ano, ou sacolas de papel.
A maioria dos sacos de papel são utilizados apenas uma vez e o estudo levantou que sacos de algodão são usados apenas 51 vezes antes de serem descartados, tornando-se --de acordo com o novo relatório-- piores que as sacolas plásticas usadas apenas uma vez.
Apesar de ter sido encomendada em 2005 e programada para publicação em 2007, a pesquisa ainda não tinha sido divulgada ao público.
Oficialmente, a Agência do Meio Ambiente disse que o relatório --"Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags", de Chris Edwards e Meyhoff Jonna Fry-- ainda está sendo revisado. No entanto, foi submetido ao processo de revisão há mais de um ano.
A agência não tem a data da publicação, mas declarou que será em breve.
O relatório queria descobrir qual dos sete tipos de sacos têm o menor impacto ambiental na poluição causada pela extração das matérias-primas, produção, transporte e eliminação.
Segundo os pesquisadores, '" PEAD teve o menor impacto ambiental entre as opções de uso individual em nove das dez categorias. A sacola de algodão teve um bom desempenho porque foi considerada a mais leve".
ONU suspendeLlíbia de Conselho de Direitos Humanos
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) suspendeu por unanimidade na terça-feira a Líbia como país membro do Conselho de Direitos Humanos da entidade devido ao uso da violência pelo governo líbio na repressão aos protestos. A resolução foi aprovada pela Assembleia Geral, formada por 192 países, com base na recomendação do Conselho de Direitos Humanos sediado em Genebra, na Suíça.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou o movimento da assembleia para suspender a Líbia do conselho, a decisão da entidade de direitos humanos de abrir uma investigação sobre os abusos cometidos no país norte-africano e do Conselho de Segurança de levar o país ao Tribunal Penal Internacional. "Essas ações enviam uma mensagem forte e importante - uma mensagem de grande importância na região e fora dela - de que não há impunidade, de que aqueles que cometem crimes contra a humanidade serão punidos, de que os princípios fundamentais de justiça e responsabilidade devem prevalecer", disse Ban.
Manifestantes exigem a saída de Muammar Kadafi, no poder há 41 anos, e têm sido reprimidos com violência. O líder já perdeu o controle sobre grande parte do país, após duas semanas de revolta, a mais sangrenta na atual onda de levantes no mundo árabe.
Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.
Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.
Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.
Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.Fonte:site terra
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou o movimento da assembleia para suspender a Líbia do conselho, a decisão da entidade de direitos humanos de abrir uma investigação sobre os abusos cometidos no país norte-africano e do Conselho de Segurança de levar o país ao Tribunal Penal Internacional. "Essas ações enviam uma mensagem forte e importante - uma mensagem de grande importância na região e fora dela - de que não há impunidade, de que aqueles que cometem crimes contra a humanidade serão punidos, de que os princípios fundamentais de justiça e responsabilidade devem prevalecer", disse Ban.
Manifestantes exigem a saída de Muammar Kadafi, no poder há 41 anos, e têm sido reprimidos com violência. O líder já perdeu o controle sobre grande parte do país, após duas semanas de revolta, a mais sangrenta na atual onda de levantes no mundo árabe.
Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.
Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.
Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.
Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.Fonte:site terra
Dlima anuncia reajuste de até 45% para Bolsa Família
Em Irecê, interior da Bahia, a presidente Dilma Rousseff assinou nesta terça-feira decreto que reajusta em até 45% os benefícios do Bolsa Família, durante evento que marca o início do mês da mulher, cujo dia é celebrado internacionalmente em 8 de março. Ela também anunciou crédito para trabalhadoras rurais.
"Estou aqui hoje com uma missão que muito me orgulha, falar de um programa que demonstra nosso compromisso com aquela parcela da população brasileira que foi sempre abandonada. Nós temos convicção que o País só será grande quando todos os brasileiros e brasileiras forem grandes com ele", disse, anunciando em seguida o reajuste do Bolsa Família. "Desde 2009 que o programa não tinha reajuste, porque 2010 era ano eleitoral. Vamos dar um reajuste significativo, beneficiando a quem tem mais filhos, que é quem tem maior dificuldade. Crianças e jovens são os que mais sofrem com a pobreza extrema, porque os mais velhos têm a aposentadoria garantida. O reajuste por parcela relativa a filho será de 45%. Sabemos que os beneficiados freqüentam mais tempo a escola e se alimentam melhor, por que é isso que garante a permanência no Bolsa Família, além do acesso à vacinação."
As demais famílias terão reajustes menores, ficando em média em 19,4%. Segundo Dilma, o governo vai despender R$ 2,1bilhões com os aumentos.
Agricultura familiar
"Tanto no Bolsa Família quanto no Programa de Agricultura Familiar, temos olhado com carinho para as mulheres, fundamentais na família, porque elas preferem abrir mão da comida para dar de comer aos filhos. Por isso, elas são as titulares do cartão do Bolsa Família e por isso anunciamos o Pronaf Mulher, com acesso a financiamento para seu artesanato, para sua costura, para vender seu doce, e ter acesso a uma maior renda", informou. Ela falou que, em 2010, foram R$ 16 bilhões oferecidos em créditos para a agricultira familiar, mas foram tomados apenas R$ 10 bilhões.
Também foi anunciado o Instituto Federal de Educação Científica e Tecnológica, com cadeiras específicas para formação na agricultura familiar.
Além de Dilma, participaram da cerimônia o governador do Estado, Jaques Wagner, ministros, parlamentares, prefeitos, autoridades e movimentos sociais de lutas das mulheres. A presidente citou nominalmente algumas mulheres que estavam no palco, como Fátima Mendonça, primeira-dama baiana, e a primeira senadora do Estado, Lídice da Mata (PSB).
"Estou aqui hoje com uma missão que muito me orgulha, falar de um programa que demonstra nosso compromisso com aquela parcela da população brasileira que foi sempre abandonada. Nós temos convicção que o País só será grande quando todos os brasileiros e brasileiras forem grandes com ele", disse, anunciando em seguida o reajuste do Bolsa Família. "Desde 2009 que o programa não tinha reajuste, porque 2010 era ano eleitoral. Vamos dar um reajuste significativo, beneficiando a quem tem mais filhos, que é quem tem maior dificuldade. Crianças e jovens são os que mais sofrem com a pobreza extrema, porque os mais velhos têm a aposentadoria garantida. O reajuste por parcela relativa a filho será de 45%. Sabemos que os beneficiados freqüentam mais tempo a escola e se alimentam melhor, por que é isso que garante a permanência no Bolsa Família, além do acesso à vacinação."
As demais famílias terão reajustes menores, ficando em média em 19,4%. Segundo Dilma, o governo vai despender R$ 2,1bilhões com os aumentos.
Agricultura familiar
"Tanto no Bolsa Família quanto no Programa de Agricultura Familiar, temos olhado com carinho para as mulheres, fundamentais na família, porque elas preferem abrir mão da comida para dar de comer aos filhos. Por isso, elas são as titulares do cartão do Bolsa Família e por isso anunciamos o Pronaf Mulher, com acesso a financiamento para seu artesanato, para sua costura, para vender seu doce, e ter acesso a uma maior renda", informou. Ela falou que, em 2010, foram R$ 16 bilhões oferecidos em créditos para a agricultira familiar, mas foram tomados apenas R$ 10 bilhões.
Também foi anunciado o Instituto Federal de Educação Científica e Tecnológica, com cadeiras específicas para formação na agricultura familiar.
Além de Dilma, participaram da cerimônia o governador do Estado, Jaques Wagner, ministros, parlamentares, prefeitos, autoridades e movimentos sociais de lutas das mulheres. A presidente citou nominalmente algumas mulheres que estavam no palco, como Fátima Mendonça, primeira-dama baiana, e a primeira senadora do Estado, Lídice da Mata (PSB).
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